19 setembro 2008

chi vivrà, vedrà

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(...) Começamos a morrer no exato instante em que começamos a viver. E hoje estamos mais mortos do que estávamos ontem. (...)
Pela Lei, se perdemos um parente direto, temos direito a nos ausentar por três dias do trabalho. Quem casa, tem cinco. Quando nasce um filho, a mãe tem licença de 120 dias. Como se chegou à conclusão de que três dias de luto é suficiente? Por que dois é pouco e quatro é demais? Seria o primeiro dia para enterrar o morto, o segundo para limpar os armários e o terceiro para chorar? E depois, a vida continua? (...)

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trecho de reportagem da revista Época, edição n° 535, página 59
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foto: atelier de cerâmica Suenaga & Jardineiro Cunha, julho 2008
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4 comentários:

fal disse...

coisa de gênio

nina disse...

eu tb achei genial Fal... só vivendo para perceber o óbvio...
bj
nina

Dani K disse...

Oi, Nina

essa matéria estava magistral.

nina disse...

Estava muito boa mesmo Dani... matéria com a honestidade que falta em muitas outras publicações que tratam de morte.
bj
nina