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16 dezembro 2010

2011

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Li e reli a mensagem umas 5 vezes, sem parar.
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Li com a televisão ligada, Felipe jogando videogame, a tia reclamando do calor do Guarujá, a mãe fazendo palavras cruzadas, o turista do Japão mexendo nos brinquedinhos tecnológicos, um helicóptero resgatando alguém no mar.
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Dá para ver daqui do sofá a agonia do cara se afogando, precisando respirar, aquela multidão tirando o ar dele, roubando aquilo que é o mais caro para a vida dos outros; uma nova década começando, e repetindo, e repetindo, aquilo que nunca acaba; e a primeira coisa que eu vejo depois dos fogos é uma barata fugindo dos pés de outros.
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O bicho tentando sobreviver. Fogos nos céus. Lancei rosas para Iemanjá e nem sei quem ela é. Pedi coisas e mais coisas para essa mulher. Pedi para meus amigos, minha família, meu filho. Pedi para mim. Agradeci o básico, nada mais do que isso porque sou egoísta, tenho inveja da felicidade alheia e extrema. Ainda acredito na honestidade humana.
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Não subestimo ninguém. É muito simples achar que não dão conta. A gente não aguenta perceber para que a gente vem para esse mundo. A gente não aguenta.
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Bom 2010 para vocês. "Bom" porque se for ótimo, a gente não aguenta.
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Nina.

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Isso foi uma troca de emails entre amigos no reveillon de 2010.
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Espero sinceramente que 2011 seja diferente.
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imagem: Rosso Astratto, F. Cusumano.
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29 setembro 2009

desgarrada

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"estou des-existindo do orkut"
isso poderia ser post do twitter
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imagem: sky blue sky, wilco
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15 janeiro 2009

summer time

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Ao mesmo tempo em que aprendi a apreciar a estacao e suas particularidades, cancoes do passado ganharam novas cores e significados, mais completas e mais intensas e enquanto lia
seu blog me veio a memoria "Indian Summer", uma cancao do segundo album do Dream Academy (...)
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Bom... hora de seguir em frente.
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Grande beijo e um grande ano para voce e o Felipe.
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a.

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Sensacional viver nessa época da história. Alguém, do outro lado do mundo, te tira da inércia. É um bom sinal para o começo do ano. Thanks.
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Cheers 2009!
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para escutar Indian Summer, clique aqui
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15 setembro 2008

máscara

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o sagrado estava lá, ao meu lado, só que na mente de outra pessoa
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eu vi, eu vi seus olhos, a caverna de seus olhos
acenei, leve, com meu lenço branco, com os dedos arqueados, com punhos pulsando, eu acenei
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você piscou e não me viu
não porque não deveria, apenas não me viu
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não sou eu, estou aqui
eu sou eu, não estou aqui
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você, feito ser divino, piscou
e eu, com os olhos dormentes,
lembrei-me que seres divinos não piscam
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o sagrado estava lá, ao meu lado, só que nas mãos de outra pessoa
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imagem: Head with a Mask, 1956 /Pablo Picasso
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12 setembro 2008

saindo do prumo

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à partir desta noite vou estar reclusa em uma iniciação espiritual
estou me propondo mudanças
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quero ver se o obscuro é divino
quero ver se o sagrado é distante
quero tocar o fundo dos meus olhos e testemunhar até onde eles alcançam

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sei a responsabilidade dos atos
sei que nada é mágica
sei que tudo é esforço

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que no domingo eu esteja alterada, deslocada dessa inércia, deste vício, desta rotina

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imagem: Rain at Auvers, de Van Gogh, 1890
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24 agosto 2008

uma bienal de 20 anos

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A Fal foi minha amiga de escola. Na 6a série, eu acho, o Fabão sentava na frente dela e eu sentava na frente do Fabão. Eu saí do Gávea na 8a série e algumas pessoas daquele colégio nunca saíram da minha memória. Com todo o orgulho, a Fal é uma delas.
Fui na Bienal do Livro no sábado sabendo que iria encontrá-la no estande da Rocco divulgando seu terceiro livro. Disso, rendeu a conversa na sequência.
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no Drops da Fal...
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domingo, agosto 24, 2008
(...)
Que apareceu na Bienal foi a Nina. A mesma cara boa, a mesma beleza, a mesma doçura, a mesma voz! Momento 'forte emoçes', seguido por um momento Hebe, porque eu não conseguia parar de beijar ela. Ô deus.
(...)
E lá se vão vinte anos, senhores. Não, minto: mais de vinte. O engraçado é que eu tou véia. A Nina tá um broto.

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Resposta da Nina no LV do Drops da Fal...
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Você não tem idéia de como foi bom te ver lá na bienal. Tive orgulho quando você me reconheceu, se levantou e retribuiu a minha expectativa com um abraço generoso, juntando dois tempos tão espaçados no meio daquela multidão do Anhembi. Você viu, eu tive que enxugar umas lágrimas.
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Fal, agradeço sua elegância em me manter no formol.... mas sejamos realistas, broto é palavra antiga - sou dessa época sim, quando belezura era pão, chuchu e broto. Estou mais azeda, tenho cabelos brancos escondidos em centímetros quadrados, olheiras permanentes, tatuagens descoloridas, já não faço mais as unhas das mãos, quem dirá, as dos pés.
Eu também te vi linda, única, de vermelho, mais vitoriosa que nunca. Sei que você vai dizer que eram meus óculos, mas tanto faz, porque são vinte anos, verdade, mais de vinte anos. Tanto faz, porque daquela bienal eu só lembro do seu abraço, que seu livro estava em destaque numa espiral, que na frente do caixa eu pensei que aquele livro valia muito, mas muito mais do que aquilo que eu estava desembolsando. Eu não sabia o que te dizer, além de parabéns, você merece e ai que saudades. Eu me senti uma tonta, gaguejei, queria te falar tantas coisas, queria te ouvir falando tantas outras e eu sabia que lá era um espaço muito pequeno para vinte anos e que talvez não haja lugar no mundo para esse tempo. Aí eu li aquilo que importa, uma dedicatória sinalizando uma primeira de muitas e segui pelos corredores feliz da vida, pensando nos próximos vinte anos.
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Eu só queria te dizer obrigada. Estou nas últimas páginas do seu livro – e repito, obrigada.
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Nina
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... e sinto uma mistura de alívio e amor quando vejo que Alexandre esperou para ler este livro.
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imagem: Untitled, Rothko
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Minúsculos Assassinatos e alguns copos de leite
Autor: Fal Azevedo
Editora: Rocco
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25 abril 2008

primeiros passos

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Recebi uma ligação de uma pessoa muito importante dizendo que não estava conseguindo postar comentários, ou melhor, não sabia como proceder para fazê-los. Eu, a modernérrima, também não consegui explicar um passo-a-passo.
Enquanto não domino esse troço de blog, não vou moderar comentários - talvez isso facilite.
Quem preferir, pode mandar pelo e-mail pessoal.

Tenham fé - um dia, a internet ainda vai comer na palma da minha mão..... ah, vai!!!
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19 abril 2008

como iniciar algo que já começou?

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- Sou muito convencional - disse na última sessão.

- Não, não é não.

- E se eu quiser ser previsível, besta, tipo gente comum? É, tipo pessoinha moldada, condicionada, transbordando normalidade?

- Nana-nina-não.... mas se é isso que vc quer...

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Pois bem, é por isso que agora eu tenho blog.

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