26 julho 2008

sonho meu

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Sonhei com um incêndio em casa. Dois dias depois, a secretária não veio trabalhar porque pegou fogo na casa dela.
Carai – se continuar assim, prefiro que a insônia volte...
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imagem: Dream of the Kangaroo and the Emu - Aboriginal Art
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25 julho 2008

espetinhos de camarão

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Eu sou maria-vai-com-as-outras demais da conta. Hoje visitei a terceira escola para o Fê. Por que é tão difícil decidir qual a melhor? Por que eu tenho que ser tão criteriosa? Por que é tão difícil deixar de lado a vaidade e ser honesta na escolha? A escola é para mim ou para o Fê? Por que eu coloquei esse assunto no blog? Por que espetinhos de camarão?
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24 julho 2008

jogo de memória

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Tenho uma amiga de infância. Não estudamos na mesma escola, nunca fomos vizinhas, tampouco trabalhamos juntas, mas a nossa amizade tem perfil de cartão fidelidade: sem data de validade, pontos que se acumulam para nosso desfrute e não nos custa nada mantê-lo – pelo contrário, só nos dá benefícios.
Em comum, ou quase comum, temos o nome – Mina e Nina. Tivemos namorados iguais em épocas diferentes. Temos mães professoras: a dela de piano e a minha de japonês. Encontram-se às terças para ensaios do coral. A dela rege e a minha canta, junto com a Mina.
Outro dia ela, a Mina, deixou um comentário aqui no diga tu do nana-nina-não. Falava sobre registros e memórias. O tema ficou saltitando pela cabeça por uns bons dias.
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Mina disse...
Dizem que há mais de 2 mil anos atrás os egípcios escreveram nas pedras e assim a humanidade conseguiu manter os registros mas daquí para frente... a gente escreve e grava nos CDs, guarda tudo no Pendrive e nossa memória, a real não a virtual , onde será que vai parar? daquí a 2 mil anos???
22/7/08 05:12
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Nina diz...
Espero que a minha memória real não saia do lugar. Espero que ela fique na minha cabeça enquanto a humanidade existir, que não vá para frente, nem para trás. Fique onde está porque só ela me justifica. É só a mim que tem servidão, mais ninguém. Eu tenho as chaves que abrem as gavetas mais obscuras e nobres, mais assombrosas e evoluídas.
Os meus atos e desatos, os outros se encarregarão de mantê-lo no tempo. A minha memória, somente eu posso carregá-la. Dádiva ou punição, sou a única que saberei nomear. Já é o suficiente para não querer compartilhar com ninguém.
Mina, obrigada pelo seu post. Talvez tenha sido descomprometido, mas o seu recado me fez queimar neurônios. Isso é muito bom – thanks.

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imagem: Hôtel des Roches Noires, Trouville - Monet

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22 julho 2008

tirando o atraso

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eu amo o pacote de inverno da 2001... quatro catálogos por 7 dias... passei o rodo!
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- Moça com Brinco de Pérola
- Juno
- Stealing Beauty
- A Noiva Cadáver
- Zodiac
- Trainspotting
- As Bicicletas de Belleville
- Seven
- Viagem a Darjeeling
- Cartas de Iwo Jima
- Pão e Tulipas
- Ligeiramente Grávidos
- Babel
- Ran
- Pequena Miss Sunshine
- Buena Vista Social Club
- Nove Rainhas
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imagem: black and white images
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21 julho 2008

rapidíssima

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fim-de-semana na praia, reunião em Sorocaba na manhã de terça = 2a feira apertadíssima. Hoje o dia precisaria ter 36 horas.
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Fê-losofando – poucas e boas:
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- a galinha, o pintinho, o pato e a garça andam de cocorinha. Eles são animais cocorinhas.
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- sabia que a Mari e a Tati são irmãs gênias?
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- às vezes o azul é vermelho – mas o vermelho não pode ser azul.... e nem verde.
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18 julho 2008

a mulher, a caixa de gordura e um sonho

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Nunca mais tive pesadelos. Já me bastam alguns dias péssimos quando estou acordada. Meus sonhos são apenas bons ou ruins.
Ontem foi uma noite agitada. Noite mal dormida. Recebi muitas visitas. Algumas esquisitas. Lembro de uma agulha na garganta. Foi dolorido. Tive muitos sonhos, mas nenhum que eu pudesse lembrar a ponto de descrever uma narrativa. Minto, houve um sonho nítido sim. A mãe de um arquiteto, colega de trabalho, tinha uma história para contar. Chamou o filho e o sobrinho para revelar pequenos segredos da família. Era importante que ela explicasse como aquela casa havia sido construída. Desde o início, antes das fundações. A casa era do sobrinho. Eu era uma estranha e a construção da casa foi o único assunto que me foi compartilhado. O restante, eram intimidades que eu não ouvia – e que não me interessavam.
Hoje eu conheci essa senhora pessoalmente. A casa que ela descreveu no meu sonho é o lugar onde eu trabalho. Ela veio até o escritório com algum propósito e fomos apresentadas. E hoje, eu tive que descobrir como aquela casa havia sido construída. Eu precisava localizar uma caixa de gordura, coisa que só quem acompanhou a execução saberia dizer onde está.
Que catso é isso? Eu conheci uma pessoa que tinha conhecido só no sonho. Ela explica como uma casa foi construída. E eu precisei dessa informação para resolver uma coisa real. Doidera.
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imagem: David et Bethsabée, Marc Chagall
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17 julho 2008

butterflies

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(...)
Todos nós temos pulsão de morte, sadismo, autodestrutividade.
A gente não escolhe ter isso.
A gente escolhe o que faz com isso.
Uns matam, violentam, corrompem, mutilam.
Outros viram cirurgião, dentista, psicólogo, ginecologista, lixeiro.
Freud chama isso de sublimação.
Para eu não matar e não me matar, eu escrevo.
Em escrevendo sobre a morte, eu não preciso morrer, porque morro em palavras, prosa e poesia.
E assim me salvo.
(...)
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Érica, orgulho de irmã - e que tem um butterfly tatuado - em troca de e-mails.
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imagem: Butterflies, Salvador Dali
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eu queria transcender

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'(...)
Ainda que o problema não seja solucionado, poucas coisas são mais importantes do que iluminar a consciência com visões mais amplas.'

Personare, 04/07/2008

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- porque depois de ler isso ao invés de me sentir gloriosa, eu me sinto um cocô??

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imagem: Figur vor roter Sonne de Mirò
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16 julho 2008

rio de janeiro, 1959

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Of God and gold
Vinicius de Moraes

As gold breeds misery
Misery breeds light
That makes the stones glare
For the pauper’s delight.

Light is but the pauper’s gold
Stones are but rocks
That pave the way where run
God’s miserable flocks.

The world has manny rocks
God has many flocks
God’s a shepherd, I was told
God is made of gold.

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foto: Cocteau Jewellery
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